Projeto de Lei que Obriga Políticos Brasileiros a Colocarem seus filhos em Escolas Públicas!
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Imagine se todos os políticos eleitos tivessem que colocar seus filhos na escola pública? Parece um sonho utópico, mas não para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que transformou a ideia no Projeto de Lei n°. 480 - obrigaria os filhos de todos os agentes públicos eleitos a serem matriculados em escolas públicas. Até há pouco tempo, o assunto parecia engavetado, mas a comoção pública na internet voltou a dar força para a idéia.
O projeto, protocolado em 2007, atualmente se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Graças a uma movimentação online o projeto veio à tona novamente. Pessoas influentes no Twitter como o apresentador Marcelo Tas divulgaram a proposta e uma petição pública na web com mais de 55 mil assinaturas engrossou o coro.
Segundo o senador, seu principal objetivo é fazer com que os políticos enxerguem a questão da educação por outro ângulo: o de dentro de casa. A lei obrigaria todo político eleito a colocar seus filhos em escolas públicas e isso incentivaria a melhorar a qualidade de ensino no país. "Não há dúvida que na hora que isso acontecer, a escola pública melhora", disse o senador. Cristovam defende que o objetivo principal da lei é impor decoro aos parlamentares, somos responsáveis pelo serviço público. "Então como vamos usar os serviços privados?", questiona.
De acordo com o senador, poucos parlamentares já entraram em uma escola pública, sendo que dos que entraram quase nenhum foi como estudante. "A partir do momento que eles tiverem um filho lá, vão começar a se informar da tragédia que é o ensino público e querer melhorá-lo".
Obrigatoriedades a parte
No entanto, apesar da lei soar como uma boa solução para a sociedade, não foi bem aceita pelos parlamentares. Uma das críticas é em relação a questão da obrigatoriedade, que poderia ferir o direito ao livre arbítrio. No entanto, o senador rebate: "Você é livre também para ser ou não parlamentar. Mas no momento que você assume esse compromisso também tem que cumprir algumas obrigatoriedades. Essa seria só mais uma delas".
No entanto, apesar da lei soar como uma boa solução para a sociedade, não foi bem aceita pelos parlamentares. Uma das críticas é em relação a questão da obrigatoriedade, que poderia ferir o direito ao livre arbítrio. No entanto, o senador rebate: "Você é livre também para ser ou não parlamentar. Mas no momento que você assume esse compromisso também tem que cumprir algumas obrigatoriedades. Essa seria só mais uma delas".
Outra questão levantada pelos que não dão crédito à lei seria o fato de que os filhos dos parlamentarem iriam ocupar vagas de alunos que realmente precisam desse serviço público. Cristovam defende que o governo tem o dever de oferecer vagas a todos os brasileiros, filhos de parlamentares ou não. "No Brasil são 50 mil parlamentares, se cada um deles tiver um filho chegaria a 50 mil vagas. O Brasil tem 52 milhões de alunos estudando e temos que dar vagas para todo mundo que quiser", afirma o político.
Ao perguntar ao senador o que ele faria se tivesse um filho em idade escolar, ele respondeu que se não fosse obrigado, não colocaria o filho na escola pública que temos atualmente. "Preferia renunciar o mandato", conclui Cristovam. Enquanto seus colegas de Planalto o acusam de demagogia, ele lembra que seu pai não era deputado e que não conseguiu vaga na escola pública, então acabou estudando em um colégio de padres. "As escolas públicas eram boas, mas eram poucas", diz Cristovam.
Pressão popular
O senador sabe das dificuldades de aprovar um projeto desse tipo e acredita que a melhor solução seria a pressão popular, seja fazendo uma audiência pública ou participando da mobilização online assinando a petição pública. Se depender dos parlamentares, vai demorar para sentirem na pele como é a educação pública no país.
O senador sabe das dificuldades de aprovar um projeto desse tipo e acredita que a melhor solução seria a pressão popular, seja fazendo uma audiência pública ou participando da mobilização online assinando a petição pública. Se depender dos parlamentares, vai demorar para sentirem na pele como é a educação pública no país.
Fonte: MTV
Chupa Essa Manga!!!!!!!Vamos Lá pessoal, tragam sua Opinião!

3 comentários:
Mas isso não fere o direito de Livre-Arbítrio, de escolha? Os filhos de Homens Públicos tem que pagar por problemas e erros que eles nem sabem a origem?Este projeto soa muito populista!!
Não acho que irá ferir o livre-arbítrio, mas penso que não seja uma solução justa para a situação educacional do país, já que como o Silvão disse, eles pagarão por erros que outros cometeram.
Acho também que não será uma solução efetiva, já que muitos deles como o próprio Cristovam, já não tem filhos em idade escolar.
E aqueles homens que tem o ideal de amor em seu coração, será que irá deixar a educação de seus filhos de lado em troca do Brasil?
Agora me vem algo na cabeça: Jesus deixou seu lar para divulgar sua doutrina, pois sua família era todos aqueles que precisavam de uma palavra, de um exemplo a seguir...
Na verdade, o combate precisa ser à hipocrisia. Como homens públicos podem verificar melhoras ou identificar problemas estando distante da realidade escolar? Um homem público, ao colocar seu filho numa escola particular, assume a falência de um ideal de melhora e de luta em prol do ensino público, que deveria ser inerente a uma pessoa que está no poder. De certa forma é o fim do 'idealismo', que deve mover a política.
Ao passo, que quando seu próprio filho veste o uniforme de uma escola pública. Os pais veêm-se forçados a olhar para escola com mais rigor e passam a vivenciar a realidade escolar. Aí está a arma do verdadeiro político, ele de fato confronta com os problemas de uma maneira impar, pois ele como homem público pode mover-se contras as chagas do ensino.
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